Tudo tem um começo
Naquele 13 de julho de 2010 um amigo meu me falou sobre MEI. Eu estava na faculdade e também estava em uma fase de transição profissional: de professor de informática para funcionário concursado de um banco público. E, nesta fase de transição eu ainda ministrava aulas, mas apenas no final de semana, e como freelancer. Então, ao apresentar essa opção de ser MEI, entendi que poderia me formalizar, para atuar como freelancer na escola onde atuava.
Mas como em todo o contrato é preciso ler as letras miúdas, depois de um tempo, verifiquei que esta opção se tornaria um erro. Primeiro, que a legislação do MEI é amarrada para evitar a Pejotização das relações de trabalho, ou seja, eu não poderia atuar como freelancer em uma escola de informática sendo MEI. E depois, que haveria uma série de obrigações que também teria que cumprir para que o MEI continuasse ativo.
Mas simplesmente ignorei tudo isso e fiz o cadastro. Só fiquei sabendo dos problemas depois. Já era tarde, eu era dono de um CNPJ, um filho que tinha que fazer crescer e educar, mesmo sem saber exatamente como e com que propósito o teria. Eu poderia dar baixa e encerrar o negócio, afinal seria um erro. Mas lembrei que tenho outras habilidades as quais o fato de ser formalizado como pessoa jurídica me seriam úteis. Fora que iria aprender bastante sobre o fato de empreender um próprio negócio. Aprendi inicialmente o que um negócio não é: um improviso.
E assim, a saga de Microempreendedor teve início.
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