Começando os trabalhos

Falar sobre Microempreendedor Individual é uma tarefa que exige conhecimento. Mas não só aquele conhecimento que vemos e adquirimos por livros e sites da internet, também requer conhecimento prático, que veio da experiência de viver alguma coisa. E posso afirmar que ser um microempreendedor sem nenhuma experiência, ou apenas com o conhecimento de cursos, palestras e tutoriais da internet não é fácil. Até porque muito do que se vê e lê sobre MEI, é elaborado por teóricos, advogados, contadores, governo, e pessoas (salvo algumas exceções) que não tem muito contato com o Microempreendedor Individual, apesar de que toda a ajuda é muito bem-vinda.

Eu me registrei como Microempreendedor Individual há 7 anos, mais precisamente em 13 de julho de 2010. E ainda hoje eu sou um aprendiz de empreendedor. Ainda não fiz o negócio sair do chão, mas uma parte pantanosa do processo já passei e para que as pessoas que queiram adentrar nesse universo, mostrar o caminho facilita e ajuda a tirar o Brasil da crise.

Se fizermos uma autoanálise, vemos que temos excelentes ideias para transformar as coisas. O brasileiro tem uma alma empreendedora, mas com baixa auto-estima. É a síndrome de vira-latas, que Nelson Rodrigues tanto dizia. Formalizar um negócio é uma oportunidade de fazer as coisas do jeito certo, mesmo que sozinho (ou com apenas um empregado).

A porta de entrada é o MEI. É um cadastramento simplificado e que pode ser feito pela internet através do site www.portaldoempreendedor.gov.br e permite não apenas formalizar, como ter acesso a benefícios fiscais e previdenciários. Mas o trabalho do MEI requer obrigações também, como pagar seus tributos em dia, manter registros de suas atividades (mesmo que não seja necessário contador e não seja exigida a prestação de contas mensais) e fazer a declaração de rendimentos todo ano, sem contar as taxas e alvarás de funcionamento municipais, quando exigidos.

Mas antes de tudo, é preciso ter um negócio formalizado em mente. A alteração dos dados do MEI é também feita pela Internet, o que permite que, se um negócio não der certo, não precisa encerrar o MEI, basta mudar seu ramo de atividade. Lembremos que o segredo do êxito é a prática, e mesmo que alguma coisa não dê certo, é possível aprender com os erros e seguir adiante.

É com esse intuito que vou compartilhar com vocês minha experiência. Com textos, áudio e vídeo, vou falar sobre como ser um MEI, e como fazer com que seu sonho de ser dono de um próprio e próspero negócio se realize.

Até breve!

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